Governo federal confirma obras da Ferrovia do Frango em Santa Catarina.

Além da novidade, Estado terá mais três malhas ferroviárias, entre elas, duas que passarão por Mafra, as quais já haviam sido anunciadas em agosto

O governo federal confirmou que Santa Catarina terá quatro novas ferrovias percorrendo o Estado por meio do Programa de Concessões de Ferrovias e Rodovias. Duas delas confirmadas para passar pela cidade de Mafra, com projetos que haviam sido divulgados em agosto. Outras duas, que vão partir ou passar por Chapecó, estão em fase de estudo pela Valec, empresa pública vinculada ao Ministério do Transporte.

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, esclareceu nesta quarta, dia 14, através de nota, que as duas novas malhas ferroviárias do programa previstas para passar por Mafra estão confirmadas. E informou a novidade sobre a decisão de ser feita a Ferrovia do Frango.

Por telefone, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, confirmou que está em fase de estudo, pela Valec, a execução da Ferrovia do Frango e uma nova malha ferroviária Norte-Sul através do Oeste.  Esta última obra sairia de Panorama (SP), passaria por Cascavel (PR), Chapecó, Erechim (RS) e finalizaria no porto de Rio Grande (RS).

– Todos estes projetos são de bitola larga. Prevemos ferrovias modernas, diferente das que existem hoje em Santa Catarina – explicou Figueiredo.

De acordo com o presidente da EPL, já existe uma decisão do governo de que os dois projetos que incluem Chapecó serão feitos. A dúvida está sobre o traçado para a Ferrovia do Frango.

– Teremos uma ferrovia ligando Chapecó aos portos de São Francisco do Sul e Itajaí. O que estamos discutindo é se esta ligação será feita pelo Vale do Itajaí ou por Mafra. A ideia preliminar é a segunda opção, porque utilizaríamos a ferrovia atual entre Mafra e São Francisco, mas modernizando-a – contou.

Segundo Figueiredo, a escolha sobre um trajeto ou outro será determinada pelo estudo técnico que será contratado pela Valec em dezembro. O assunto será debatido com o governo catarinense. As duas ferrovias previstas para passar por Chapecó seriam feitas através do novo modelo de concessão lançado pelo governo, por intermédio da iniciativa privada, nos mesmos moldes dos dois novos projetos previstos para Mafra.

– O presidente da EPL me confirmou esta boa notícia. Esta será a quinta malha ferroviária em Santa Catarina, que passará a ser um dos Estados brasileiros com melhor infraestrutura instalada de transporte de carga por trilhos – declarou, através de nota, Ideli Salvatti.

O deputado Pedro Uczai esteve, nesta quarta, em uma reunião com Paulo Sérgio Passos, ministro dos Transportes, para tratar sobre o tema. De acordo com o deputado, a audiência foi positiva, porque deu a segurança de que os projetos previstos pelo governo vão atender aos Estados com ramais pelo litoral e pelo interior.

DIÁRIO CATARINENSE

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Comentário de Bruno Crivelari Sanches em 4 dezembro 2012 às 10:14

Obrigado Jose Gomes. Já vi alguns vídeos e o que parece as linhas novas sendo feitas no Brasil não devem nada as feitas em países de primeiro mundo, ao menos em termos de via. 

Os pontos onde parece que perdemos é a falta de planejamento e integração com o que existe e sinalização. 

Comentário de jotagomes em 3 dezembro 2012 às 15:53

LI COM ATENÇÃO A POSTAGEM DO AMIGO BRUNO SANCHES, E DEIXO AQUI MEUS PARABENS POR VOCE SER UM GRANDE CONHECEDOR DE FERROVIAS. VOCE JÁ VIU COMO ESTÁ MODERNIZADO AGIL E RAPIDO, A CONSTRUÇÃO  DE FERROVIAS COM TECNOLOGIA ULTRAMODERNA E DE PONTA? VEJA NO YOU TUBE, AMIGO, BRUNO, FIQUEI IMPRESSIONADO COM A RAPIDEZ. ABRAÇO FRATERNO A VOCE

Comentário de jotagomes em 3 dezembro 2012 às 15:49

boa noticia e sempre bem vinda, más vamos aguardar o desfecho disto tudo, porque vindo do pt, fico com pé atras, notadamente por obras do pac anunciadas e não iniciadas como: TRANPOSIÇÃO DAS AGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO, E O TREM BALA E MODERNIZAÇÃO DE FERROVIAS.

Comentário de Bruno Crivelari Sanches em 29 novembro 2012 às 11:28

Podem fazer sim, a norte sul é toda assim (ou pelo menos dizem que é, mas já vi fotos onde parecia ser apenas bitola larga). Eles usam dormentes de concreto que já vem com presilhas para o terceiro trilho. Esperamos que ao menos sigam esse mesmo modelo. 

A norte sul pelo menos conecta com linhas de bitola larga em ambas as pontas, mas uma ferrovia em SC conectaria apenas com bitola estreita, então fico na dúvida se é realmente valido fazer um projeto desses no sul. Você vai ter um trecho em bitola larga, com trens em bitola larga, que não vão fazer o trecho o todo e temos de volta a baldeação.

E analisando um pouco mais, ainda mais por ser projeto federal, onde é comum parar no meio do caminho, faltar verba, etc, é arriscado começar um projeto desses, fazerem a linha nova apenas com bitola larga e termos um novo gargalo.

Na minha opinião, o ideal seria construir a linha já com gabarito para bitola larga, se forem fazer com dormentes de concreto, que já usem o modelo que suporta terceiro trilho, mas construam primeiro com trilhos de bitola estreita, assim já garantem a integração.

Dessa forma, não seria nem preciso modificar as linhas já existentes em um primeiro momento.

É complicado essa questão da bitola no Brasil, não usamos a padrão e existe esse mito (e inclusive lei) que tudo novo tem que ser bitola larga. Agora para integrar com uma malha onde 90% do sistema é de bitola métrica, não sei se temos vantagens ao fazer isso, talvez em um prazo muito longo.

Se você pegar a malha da EFVM, toda em bitola métrica, que segundo dizem é tão eficiente quanto qualquer outra ferrovia da larga, qual a vantagem?

Pelo o que dizem, existe um custo extra em se ter uma ferrovia de bitola estreita, que é o do material rodante, principalmente locomotivas sair mais caro por causa da adaptação de bitola. Mas nossas locos de bitola larga passam pelo mesmo processo e tem um custo extra também por serem fora do padrão, então nesse ponto acho que não tem vantagem.

A bitola larga tem maior capacidade de transporte, mas as bitolas estreita modernas não parecem perder nesse ponto. Bitola larga tem um custo maior de construção, por causa das exigências de gabaritos, que teoricamente é amortizado com maior capacidade de transporte, mas não sei se isso realmente ocorre.

Como você pode ver Edson, tenho mais dúvidas do que opiniões quanto a isso. Mas em um primeiro momento, fazer em bitola larga parece ser uma decisão ruim.

Comentário de Edson Lanznaster em 29 novembro 2012 às 11:15

 Podem fazer as ferrovias com duas bitolas na mesma linha adicionando mais um trilho. Bruno me da um parecer

 sobre isso ok.

Comentário de Bruno Crivelari Sanches em 29 novembro 2012 às 11:04

Tenho grandes dúvidas sobre esse "Todos estes projetos são de bitola larga", como vai ficar a integração com as ferrovias já existentes? A malha toda do sul é bitola estreita...

 

 

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