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RELANÇADA A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DAS FERROVIAS- SÃO PAULO

FEPASA-  FOTO IVANIR BARBOSA

BLOG DO RALPH GIESBRECHT

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28/06/2015

Relançada a Frente Parlamentar em defesa das ferrovias – Especialistas falaram sobre o transporte de carga e de passageiros sobre trilhos

Política

Foi relançada a Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista. Seu coordenador, deputado Mauro Bragato (PSDB), lamentou que, apesar de sua importância mundial, o modal ferroviário esteja apenas em terceiro lugar em importância no Brasil. Afirmou esperar que o trabalho da frente possa avançar para transformar o Estado de São Paulo em um modelo para o país em termos de ferrovias.

A linha de trabalho da Frente em defesa da malha ferroviária, continuou Bragato, é trabalhar para o resgate das ferrovias paulistas, que estão em situação de penúria. A intenção é envolver o governo estadual na elaboração de um plano estratégico para recuperar esse modal de transporte.

Vice-coordenadora da frente, a deputada Maria Lúcia Amary (PSDB) preocupou-se com o fato de “o Brasil estar na contramão do resto do mundo, ao deixar de investir em ferrovias, que ainda são limpas ambientalmente”. Também estiveram presentes os deputados Davi Zaia (PPS) e Edson Giriboni (PV).

Especialistas sobre transporte sobre trilhos fizeram palestras na reunião. Do Instituto Idestra, o engenheiro civil e ex-presidente da Fepasa (governo Montoro) Cyro Laurenza afirmou que São Paulo precisa desenvolver o transporte sobre trilhos. Ele discorreu sobre o transporte ferroviário de carga e disse que há soluções técnicas possíveis para vencer contrafortes monumentais como a Serra do Mar e levar, a custo competitivo, vagões de contêineres até o porto de Santos.

Cyro Laurenza disse ainda ser possível e desejável retomar também o transporte de passageiros no Estado. Falou sobre o transporte de passageiros por ônibus, e citou, como exemplo, pesquisa de 1997 que mostrou que o maior movimento de pessoas por ônibus, fora da região metropolitana, é o do eixo Campinas-São Paulo, maior que todo o tráfego da América do Sul.

Portanto, seria lucrativa uma linha de trens de alta velocidade ligando essas duas cidades, assim como uma linha que unisse a capital a São José dos Campos e Taubaté. Ele criticou a opção por trens apenas de carga, ficando o transporte de passageiros sobre trilhos apenas na região metropolitana. “Se São Paulo não sair à frente, o Brasil não irá pensar em trens”, falou.

Carga

O engenheiro mecânico, ex-diretor da Fepasa e presidente da Associação Latino-americana de Ferrovias Jean Pejo relembrou a crise no sistema ferroviário desde 1991, quando houve a troca dos ativos da Fepasa, que passou a ser da Rede Ferroviária Federal, na negociação da dívida do Banespa. Houve concessão do serviço de trens à iniciativa privada desde então, o que iniciou o desmonte da malha ferroviária.

Hoje, o transporte de carga responde por 5% do transporte, a hidrovia é incipiente, ficando o resto por via rodoviária, que tem alto custo, continuou Jean Pejo. Da antiga rede da Fepasa, de 5 mil km, restam hoje em atividade, no máximo 2 mil km, e as três concessionárias dos serviços são também ineficientes.

Pejo propõe que, seguindo o modelo dos EUA, se estabeleçam redes menores, de 200 a 300 km, que se interligariam no caminho do porto de Santos, por exemplo, para escoar a produção. Ele considera ser este o momento ideal para se discutir o modelo, pois o governo federal sinalizou que ampliará as concessões em troca de mais investimentos.

Transporte metropolitano

“São Paulo é a locomotiva do país, mas cada vez tem menos trilhos”, disse o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô (Aeamesp), o engenheiro Emiliano Stanislau Affonso, para quem “a ineficiência da mobilidade urbana gera grandes perdas econômicas”. Ele fez análise do transporte metropolitano sobre trilhos, criticando a pouca expansão do Metrô, que em quase 40 anos de existência ainda continua restrito à capital, e tem apenas 78 km.

A Linha 3-Vermelha do Metrô é a mais sobrecarregada do mundo, mas, apesar do esforço dos últimos anos em sua expansão, ele só cresce apenas 2 km por ano. Uma das razões do lento crescimento é a perda de conhecimento técnico com o tempo, que se alia à falta de formação de novos profissionais.

Emiliano Affonso alertou para o fato de que, apesar da construção do rodoanel, os dez grandes eixos rodoviários também estão parando, com congestionamentos diários nas proximidades da macrometrópole, pois são 1,8 milhões de pessoas se deslocando.

Estudos preveem o colapso do sistema de transporte de passageiros em 2025, e as ações para evitar isso já deveriam ter sido tomadas, continuou Afonso. Ele citou estudos da CPTM que mostram a viabilidade de um trem de alta velocidade em cinco ligações: São Paulo-Campinas, São Paulo-Vale do Paraíba, São Paulo-Sorocaba, São Paulo-Santos e Sorocaba-Campinas.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

 

Por Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

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Comentário de Alfredo Colenci Junior em 26 janeiro 2016 às 13:22

Espero que a Frente Parlamentar tenha condições de superar o lobby rodoviário das multinacionais, que prestigia o consumo desmesurado e inflacionário dos fretes. A decisão de se priorizar o modal rodoviário foi uma subserviência ao capital internacional, numa época do Brasil-Fazenda e representa por muito tempo ainda a nossa incapacidade de decidir sobre as coisas de interesse nacional objetivamente...

Comentário de Alfredo Colenci Junior em 26 janeiro 2016 às 13:18

Não queremos trem bala, no momento. Queremos o trem social, aquele que transporta pessoas com dignidade, qualidade e presteza. No entorno de São Paulo, capital, a integração ferroviária de passageiros pode ser feita, segundo Colenci Junior( Prof.Dr. CEETEPS_Pósgraduação-2004), no megapoligono Campinas-Jundiaí-Capital-Jacarei- São José dos Campos/ Santos/Mayrink/Sorocaba/Indaiatuba/Campinas..Junto às estações, respectivamente, deveriam estar disponíveis estacionamentos, de modo que as cidades serviriam de "Barreiras" naturais para a opção de troca carro-trem de qualidade, aliviando os trechos de acesso à capital.Se alguém quiser ir de trem de São José dos Campos a Sorocaba, hoje, tem que descer do trem e andar até a outra estação, o que é ridículo. Vide o sistema integrado de Milão, que nos enche de vergonha...

Comentário de admir celestino da conceiçao em 21 setembro 2015 às 16:09

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