Amantes Da Ferrovia

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V8 - 24 anos do record de velocidade sobre trilhos

Olá pessoal, venho aqui no dia de hoje, relembrar o record brasileiro de velocidade sobre trilhos, feito em 16 de maio de 1989. Com uma V8.

Eu virei um fã pessoal da V8, essa locomotiva carrega muita história nas costas.
Hoje em dia, infelizmente aprodecem ao relento, descaso com o dinhero publico.
Em forma de homenagem a V8, procurei por toda a internet fatos e fotos sobre a V8, fiz alguns achados interessantes, resolvi reunir todas essas informações nesse tópico. Espero que gostem, quem puder ajudar eu agradeço.

V8 - CP

Dois símbolos marcaram de forma indelével o nível de excelência da companhia: seus famosos trens de luxo azuis, com carros Pullman Standard, e suas locomotivas elétricas, em especial a famosa e imponente V8, com formato aerodinâmico. Esse era um conjunto marcante pela rapidez, conforto e pontualidade. Nunca mais será possível viajar ao interior contando com a comodidade de carros-restaurante, dormitórios, poltronas giratórias individuais...

A Companhia Paulista comprou no total 22 locomotivas V8. Infelizmente a II Guerra Mundial atrapalhou a entrega desses locomotivas: somente quatro delas chegaram em 1940, outras dez chegaram em 1947 e as oito restantes em 1948. Ao contrário do que ocorreu com a E.F. Sorocabana, as restrições decorrentes do conflito tumultuaram o programa de eletrificação da Companhia Paulista. Seus componentes foram desembarcados no porto de Santos, sendo transportadas em vagões plataforma especiais até a oficina de Rio Claro, onde foram montadas.











V8 em Bauru


V8 em Araraquara






Durante o governo Quércia (1987-1991) houve uma tentativa para se revitalizar o transporte de passageiros a longa distância, o que incluiu a reforma de diversos carros e implantação de novos horários de trens de passageiros. Foi dentro desse espírito de renovação que se decidiu quebrar o recorde de velocidade ferroviário brasileiro. A FEPASA e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo - I.P.T. firmaram um acordo no primeiro semestre de 1989 visando ao desenvolvimentos de projetos tecnológicos na área ferroviária, incluindo um que tinha por objetivo operar Trens Rápidos para passageiros usando-se linhas e material rodante já existentes. Dentro do âmbito deste projeto, designado pela sigla TP-160, foi preparada uma composição de passageiros especial, composta de três carros inoxidáveis Budd originalmente fornecidos para a E.F. Araraquara em 1963, mais o carro-laboratório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - I.P.T., fabricado pela Budd em 1951. Essa composição foi tracionada pela locomotiva elétrica V8 #6386 fabricada em 1947. Os testes foram precedidos de simulação computacional e efetuados, sob instrumentação completa, num trecho de 12 quilômetros entre Itirapina e Graúna, que, além de ter sido retificado e melhorado entre o final da década de 1960 e o início de 1970, recebeu preparação especial para essa experiência. Os resultados obtidos foram muito bons: foi atingida a velocidade máxima de 164 km/h no dia 16 de maio de 1989, que até hoje permanece o recorde ferroviário brasileiro de velocidade. Contudo, essa façanha não foi conseguida com facilidade: ocorreu uma série de problemas técnicos, como o rompimento dos pantógrafos da locomotiva e queda da tensão elétrica do sistema devido à sobrecarga de energia.



Na verdade esse recorde não era uma novidade tão grande assim: velocidades da ordem de 150 km/h já tinham sido atingidas em composições especiais da Companhia Paulista dezenove anos antes...

De acordo com os artigos 160 km/h - Recorde Brasileiro, publicado na edição de setembro de 1989 da Revista Ferroviária e 1940-1990: Cinqüenta Anos de V8, publicado na Revista Brasileira de Ferreomodelismo de Outubro 1989, as conclusões anunciadas pela FEPASA após a execução desses testes foram:


* A FEPASA possui capacitação tecnológica para colocar o Trem Rápido em funcionamento;

* O conforto e a segurança em altas velocidaddes dependem em grande parte das condições geométricas e da qualidade de manutenção da via;

* Com o eventual envolvimento e cooperação da indústria ferrroviária instalada no país podem-se prever resultados ainda mais significativos.

Com novos investimentos na via e nos equipamentos, a FEPASA poderá operar seus trens em velocidades mais altas pois, mesmo utilizando um equipamento convencional, a velocidade alcançada permite um ganho de 30% no tempo de percurso, oferecendo vantagem imediata sobre o transporte rodoviário.

O Trem Rápido pode, por exemplo, fazer o trecho São Paulo-Araraquara em 3h45min, ao invés das atuais 5 horas.

A implantação do Trem Rápido possibilitará à FEPASA resgatar a credibilidade na capacitação da ferrovia e operar os trens de passageiros de forma mais competitiva com os demais meios de transporte.









Ainda surgiram alguns animadores sinais de vida, quando algumas das famosas locomotivas V8 receberam a última pintura da FEPASA, dentro do enésimo programa para promoção de trens de passageiros de longo percurso, em 1996. Parecia um bom sinal. Mas os reveses da eletrificação continuavam, ainda que de forma indireta para a antiga Paulista: no final de 1996 a M.R.S. Logística assumiu as linhas da antiga E.F. Santos a Jundiaí e optou por não mais usar a tração elétrica nos seus trens de carga. Dessa forma, as antigas locomotivas elétricas dessa ferrovia foram encostadas. Contudo, seu sistema de catenárias não foi desativado, uma vez que ele serve aos trens de subúrbio da capital paulista, agora sob administração da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - C.P.T.M.. Isso possibilitou que os trens de passageiros que ainda circulavam na FEPASA continuassem a percorrer o trecho entre São Paulo e Jundiaí usando as locomotivas da antiga Companhia Paulista, que mais uma vez voltavam a visitar a capital.


Série 6370: (Numeração Nova, Numeração Antiga, Local onde se encontra hoje)
6371(371) ABPF,pátio do Brás-SP
V8 Em Vinhedo

V8 em Bauru












6372(372) Saqueada no pátio de Jundiaí


6373(373) Cortada em Triagem Paulista
V8 em Jundiaí em 1971

V8 em 1966




6374(374) Abandonada no pátio de Jundiaí


6375(375) Abandonada no pátio de Jundiaí
V8 em 1967








6376(376) Paradeiro desconhecido


6377(377) Abandonada Araraquara-SP








6378(378) Pátio da Luz










6379(379) Saqueada no pátio de Jundiaí




6380(380) Batizada de Engº Francisco de Monlevade






6381(381) Pátio da Luz










6382(382) Paradeiro desconhecido


6383(383) Pátio da Luz
V8 em 1946














6384(384) Paradeiro desconhecido




6385(385) Paradeiro desconhecido
Sem Fotos

6386(386) Possívelmente Cortada(Locomotiva mais rápida do Brasil)




6387(387) Parada na estação de Bauru










6388(388) Triagem Paulista
Sem fotos

6389(389) Jundiaí


6390(390) Semi-destruída em Campinas ou Jundiaí?


6391(391) Paradeiro desconhecido
Sem fotos

6392(370) Triagem Paulista? (Primeira locomotiva v8 da CPEF)







Série 6150 Westinghouse (EFCB)
6151(2114) Paradeiro desconhecido
Em 1982

6152(2110) Paradeiro desconhecido
6153(2115) Paradeiro desconhecido
6154(2112) Canibalizada pela FEPASA
6155(2113) Canibalizada pela FEPASA

(As n° 6154 e 6155 foram adquiridas pela Fepasa para fornecerem peças)
Recebimento (EFCB): 1947
Transferidas para a Fepasa em 1982


Série 6100
6101(2101) Paradeiro desconhecido
6102(2107) Paradeiro desconhecido
6103(2103) Paradeiro desconhecido



6104(2104) Paradeiro desconhecido
6105(2109) Paradeiro desconhecido


Recebimento (EFCB): 1947
Transferidas para a Fepasa em 1981

As locos n° 2102, 2105, 2106, 2108 e 2111 (RFFSA / EFCB) foram baixadas. Anteriormente, haviam sido oferecidas à Fepasa, mas o seu estado de conservação geral era péssimo.



Sem numeração



Ficha técnica das locomotivas V-8

Características gerais
Classe: 2-C+C-2
Raio mín. curva: 87 m
Peso total: :165.074 kg
Peso aderente: 122.445 kg
Peso por eixo: 20.408 kg (motor)
Tensão nominal: 3.000 Volts CC
Tensão comando: 65 Volts
Corrente nominal: 1.140 A
Potência nominal: 3.139 kW (4.470 HP)
Velocidade máx.: 145 km/h
Velocidade em regime contínuo: :79 km/h
Relação de engrenagens:
57:21 = 2,71 (Classe 6370)
71:21 = 3,38 (6150 e 6100)
Tração múltipla: Retirada
Sist. de comando: Eletropneumático
Pressão: 4,9 kg/cm2
Sistemas de freio: Ar comprimido e elétrico (com recuperação)
Pontos de comando: 36 em tração e 16 em recuperação

Fonte http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=630480

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Comentário de LEONAM DA SILVA FERREIRA em 15 janeiro 2013 às 18:07

   ATENÇÃO TODOS OS COLEGAS DE CLUBE DO RIO DE JANEIRO, PRINCIPALMENTE, O COLEGA MARCELO SILVA, DE DUQUE DE CAXIAS, ESTÁ ORGANIZANDO UM ABAIXO ASSINADO PARA A REATIVAÇÃO DO TREM CACIQUE DO RIO A CAMPOS.  NO QUE DEPENDER DE MIM, QUALQUER COLEGA DE NORTE A SUL E LESTE A OESTE DO PAÍS, PODE CONTAR COMIGO PARA ADERIR A QUALQUER ABAIXO ASSINADO DO GENERO, POIS ACHO UM TREMENDO ABSURDO VER - SE NOSSAS RODOVIAS JÁ NÃO DANDO CONTA DE TANTO CAMINHÃO, QUANDO SE VE NOSSAS FERROVIAS AS TRAÇAS.  O MAIOR EXEMPLO  EU VEJO TODOS OS ANOS QUANDO VIAJO DE FÉRIAS E PASSO PELA RODOVIA ANHANGUERA (S P 330) E A MESMA ESTÁ SEMPRE COM UM TRANSITO PESADÍSSIMO DE CAMINHÕES, PORTANTO PAULISTAS, SE ALGUÉM DAÍ COMEÇAR UM ABAIXO ASSINADO PELA CONCRETIZAÇÃO DO FERREO ANEL DA CAPITAL, E COISAS DO GÊNERO, NÃO PENSEM DUAS VEZES EM CONTAR COMIGO, TANTO COMO OS COLEGAS DE TODO O PAÍS.

Comentário de Ronaldo Batista Oliveira em 16 dezembro 2012 às 9:59
Puxa vida, absurdo, um investimento destes e durou mal mal 60 anos, alèm de serem saqueadas, o governo tem que buscar investidores de fora do pais mesmo para recolocar nossas ferrovias na ativa(transporte passageiros principalmente). As empresas de fora terem direito a exploração e começar fazer pressão nas que atuam aqui. Muitos trechos que deveriam ser explorados estão jogados as traças e tão pouco se importando. Desculpem-me todos mas, estou super indignado. Abraço a todos.
Comentário de Neida Lucia Barzoti em 15 dezembro 2012 às 16:56

       Sim Edson além de ser bonitas quando estão bem cuidadas, são poderosas, eu as adoro. 

Comentário de Edson Lanznaster em 15 dezembro 2012 às 7:24

Neida essas maquinas se mostram bem robustas apesar de abandonadas no tempo.

Comentário de jotagomes em 14 dezembro 2012 às 15:50

viajei muito nas v 8 tanto a vermelha como a preta de sao paulo estgação da luz até campinas e depois, baldeação para cia mogiana de campinas a são simao sp, anos 60 70 80

Comentário de Edson Lanznaster em 13 dezembro 2012 às 16:20

 Essas maquinas bem cuidadas ficam muito bonitas na foto Neida

Comentário de Neida Lucia Barzoti em 13 dezembro 2012 às 15:27

Agora gostei, tu também se apaixonou pela "narizinho" = V8?

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