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Conheça as 05 estações de trem mais bonitas do mundo

Conheça as 05 estações de trem mais bonitas do mundo

Nos séculos passados, viajar de trem costumava ser a única opção, por isso eram feitos altos investimentos nas estações — símbolos imponentes do império e da riqueza de cada cidade e país.

Hoje, muitas destas estações de trem não são apenas pontos de chegadas e partidas durante uma viagem, mas atrações turísticas extraordinárias. Por isso, separamos cinco das mais belas estações de trem pelo mundo para você apreciar!

1. Estação Central da Antuérpia, Bélgica

 

O edifício da estação original foi construído entre 1895 e 1905 para substituir o terminal original da Ferrovia Bruxelas-Mechelen-Antuérpia, a pedido especial do rei Leopoldo II (com dinheiro vindo da extração da borracha no Congo).

A construção de pedra com uma impressionante cúpula no hall de entrada (75 metros de altura) foi projetado pelo arquiteto belga Louis Delacenserie, que usou a estação de Lucerna (Suíça) e o Panteão (Itália) como fontes de inspiração. 

Foram usados mais de 20 tipos de mármores e colunas de vários estilos na construção. A influência de Leopoldo II pode ser vista em vários elementos decorativos, como seu monograma com duas letras L ou nos leões de pedra, que mostram seu fascínio pela África. 

A parte por onde os trens circulam foi idealizada pelo engenheiro Clement Van Bogaert. Com 44 metros de altura e 185 metros de extensão, a estrutura construída com vidro e metal foi pensada para dissipar a fumaça dos antigos trens, evitando que o vapor caísse sobre os passageiros.

Nos anos 50, a Estação Central da Antuérpia possuía um dos tráfegos mais intensos da Europa. A partir dos anos 60, a estação começou  a ter um fluxo menor de passageiros por conta do aumento do uso de carros.

Já em 1998, começou uma reforma em larga escala para transformar a Estação Central da Antuérpia em uma estação de passagem, permitindo que os trens de alta velocidade Paris-Bruxelas-Amsterdã passassem pelo local.

O projeto concluído em 2007 possui outras entradas além da principal, integrando os bairros no entorno. 

2- Estação Central de Helsinque, Finlândia

A primeira estação ferroviária de Helsinque foi construída em 1862 para acomodar trens na linha Helsinque-Hämeenlinna. Os planos da estação foram desenhados pelo arquiteto sueco Carl Albert Edelfelt.

No entanto, com o crescimento da popularidade das ferrovias, a estação tornou-se muito obsoleta e um concurso foi organizado em 1904 com a intenção de produzir planos para uma nova estação. 

O concurso recebeu 21 inscrições, e foi vencido pelo arquiteto Eliel Saarinen. Inspirada no Art Nouveau, a construção foi iniciada em 1905 e finalizada em 1919.

Na década de 1960, a passagem subterrânea para pedestres de Asematunneli e o complexo de shopping center subterrâneo foram construídos ao sul da estação. O primeiro trem elétrico chegou à estação em 13 de janeiro de 1969. Após o teste, o tráfego regular de trens elétricos foi iniciado entre Helsinque e Kirkkonummi em 26 de janeiro de 1969. 

Em 2000, uma cobertura de vidro, que já estava nos desenhos originais de Eliel Saarinen, foi construída sobre as plataformas centrais da estação ferroviária, embora com um novo desenho. Em 2003, a ala comercial Kauppakuja foi inaugurada junto com um hotel.

A estação é usada por aproximadamente 200 mil passageiros por dia, sendo uma das mais visitadas no mundo.

As principais atrações da Estação Central de Helsinque são a torre do relógio e dois pares de estátuas, os “Porta-lanternas” de Emil Wikström — segurando lâmpadas esféricas em ambos os lados da entrada principal.

3- Grand Central Terminal, Nova Iorque, EUA

 

O Grand Central Terminal é um terminal ferroviário  localizado na 42nd Street e Park Avenue em Midtown Manhattan, Nova Iorque. O terminal é a terceira estação de trem mais movimentada da América do Norte, depois da New York Penn Station e da Toronto Union Station.

Aberto ao público em fevereiro de 1913, o Grand Central Terminal tem sua história fundamentada em engenharia excepcional, sobrevivência e renascimento. Em 1978, o arquiteto Philip Johnson e a primeira-dama Jacqueline Kennedy Onassis fizeram uma campanha para formalizar o status de marco histórico do Terminal, garantindo que o prédio atendesse às gerações futuras de nova-iorquinos.

Considerado o maior terminal metroviário do mundo, o Grand Central Terminal contém 44 plataformas e 67 trilhos de ferro em dois níveis diferentes, além de muitos restaurantes. A parte mais chamativa da estação é sem dúvida seu salão, o Vanderbilt Hall, uma sala de espera de mais de 1.100 m². 

O teto do salão principal conta com uma bela arte que representa o céu do Mar Mediterrâneo no inverno, preenchido com 2.500 estrelas. No entanto, grande parte do mural está, na verdade, “de pernas para o ar” e não representa o céu exatamente da maneira como nós o veríamos. Em vez disso, ele pode ser visto como era tradição nos tempos medievais – através da perspectiva de Deus. 

Fora do edifício, na 42nd Street, encontra-se o maior relógio de vidro Tiffany, com cerca de quatro metros de diâmetro. No salão principal, junto do icônico ponto de informação, encontra-se outra relíquia: um relógio composto por quatro faces feitas de opala e, de acordo com Sotheby’s and Christie’s, vale mais de 20 milhões de dólares. 

4- Estação de Sirkeci, Istambul, Turquia

 

A antiga estação ferroviária de Sirkeci, construída em 1890 pela Ferrovia Oriental, já foi o terminal do famoso filme “Expresso do Oriente”. Mesmo que a estação não esteja mais em uso — devido à construção de uma nova estação subterrânea de Sirkeci para a linha Marmaray — o prédio continua sendo uma vista deslumbrante e abriga um museu gratuito dedicado ao transporte ferroviário turco de outra época.

Localizada perto do Palácio de Topkapi e do Parque Gülhane, a estação de Sirkeci é um exemplo da estética gótica oriental concebida pelo arquiteto alemão August Jasmund. 

O edifício do terminal permanece intocado de seu estado original; por dentro, o teto abobadado com lustres pendurados em seus centros marcam o início de uma pequena viagem ao passado.

Moderno para a sua época, o edifício criou uma grande influência na arquitetura europeia. Hoje, você encontrará um museu de uma sala que homenageia o Expresso do Oriente e a história das ferrovias turcas e seus transportes.

O Museu Ferroviário de Istambul abriga uma coleção de documentos e objetos interessantes que guardam a história do trem.  O Orient Express, que teve seus anos de glória na década de 1930, era conhecido pelo conforto, luxo e gastronomia de qualidade.

O trem transportava os membros mais ricos da sociedade (incluindo realeza, nobres, diplomatas, empresários e a burguesia) de Paris para Istambul, começando na década de 1880 até que o trem parou de atender Istambul em 1977. 

Além disso, você também verá alguns artefatos clássicos da tecnologia ferroviária, como telégrafos, centrais telefônicas, telefones de campo e relógios de vigia.

5- Estação de Atocha, Madrid, Espanha

 

Em 9 de fevereiro de 1851 foi inaugurada a segunda linha ferroviária da Espanha, ligando Madrid a Aranjuez, e com ela a primeira estação ferroviária da capital, Atocha. Na época, era um simples ponto de parada e a plataforma era toda feita de madeira.

A maior estação de Madrid foi posteriormente ampliada, nos anos 1865 e 1892. A característica mais notável da última obra é a cobertura da seção central. Projetada pelo engenheiro Saint-James, medindo 152 metros de comprimento por 48 metros de largura e chegando a 27 metros de altura, tornou-se um dos marcos mais conhecidos da cidade.

Desde a remodelação realizada por Rafael Moneo entre 1984 e 1992, Atocha é um complexo constituído por duas estações: a velha e a nova. A nova estação é utilizada para o tráfego ferroviário, o terminal ferroviário de alta velocidade, trens de longa distância e serviços locais, enquanto que a antiga estação foi destinada aos escritórios da Renfe Operadora e a um complexo comercial e de lazer que inclui um jardim tropical com 400 espécies diferentes, totalizando  mais de sete mil plantas.

De Atocha partem dois comboios turísticos muito interessantes: o Tren de la Fresa, que vai para Aranjuez e recria o primeiro comboio saído de Atocha – composto por uma locomotiva a vapor histórica de meados do século XX, dois vagões da década de 1960 e quatro carros construídos entre 1914 e 1930 –, e o Tren de Cervantes, que leva os passageiros a Alcalá de Henares, onde nasceu o autor de Dom Quixote.

E você, tem alguma dica de estação ferroviária para os ferro-fãs conhecerem? Deixe seu comentário! :)

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