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Green bonds: Uma nova alternativa para a infraestrutura ferroviária

Green bonds: Uma nova alternativa para a infraestrutura ferroviária

 

O governo está em busca de investimentos, como os Green Bonds (títulos verdes), que podem se tornar uma nova alternativa para a infraestrutura ferroviária.

Devido a grande degradação do meio ambiente causada pelo homem, a sustentabilidade tem se tornado um tema relevante em discussões entre as instituições governamentais. Sabemos que os trens e as ferrovias causam um menor impacto ambiental, e além disso, têm a capacidade de potencializar a economia, mas o nosso Brasil não investe como deveria dentro do setor ferroviário. Porém, A história tem tomado novos rumos. A seguir, você, Amante da Ferrovia vai poder conferir as últimas novidade sobre. 

Cenário atual 

O custo para a construção de uma ferrovia é muito mais alto do que de uma rodovia, talvez esse teria sido o ponto-chave para que o transporte rodoviário tenha tomado o papel de protagonista nos investimentos de infraestrutura, desde o governo de JK, onde as primeiras estradas de asfalto foram construídas. 

Desde então, os caminhos de ferro foram esquecidos. Atualmente, as ferrovias são mais utilizadas para o transporte de cargas, entre as empresas se destaca a Logística Rumo. O turismo também é bastante forte neste segmento, a Serra Verde Express é uma das empresas que se destaca quando falamos em turismo ferroviário. Em seus passeios, busca conscientizar os turistas acerca do meio ambiente.

Continue acompanhando os próximos capítulos dessa história que promete ter um final feliz para as ferrovias!

Você sabe o que são Green Bonds?

Green Bonds, também chamados de Títulos Verdes, são títulos emitidos para financiamento de recursos para investimentos em projetos que envolvem a sustentabilidade, visando dessa forma reduzir ou remediar os impactos ambientais nocivos da atividade humana. Eles são muito parecidos com títulos de dívidas comuns, mas quando um selo verde é comprado, o dinheiro só pode ser utilizado por quem possui a titulação para financiar investimentos sustentáveis.

Essa é uma alternativa de investimento a longo prazo que contribui para o futuro do planeta. É como uma promessa entre quem emite o título verde, no caso a construtora da obra – pode ser uma empresa ou um governo – e quem investe no projeto com dinheiro. Quando um investidor compra um green bond, ele está emprestando dinheiro por um período de tempo definido, depois que o recurso é usado, retorna ao investidor com juros. Por exemplo, seu banco só irá financiar a compra de um carro se ele for elétrico. Entendeu?

Entre os pontos a serem analisados para obter o selo verde, estão: materiais utilizados, relacionamento com comunidades, redução das emissões de gases de efeito estufa, impacto na biodiversidade local, reassentamento populacional e capacidade de gerar energias renováveis.

Ferrovias sustentáveis

O mercado global de títulos verdes é uma tendência promissora de investimentos. Segundo o Climate Bonds Initiative (CBI) - um órgão internacional, sem fins lucrativos, que realiza a certificação de projetos sustentáveis - em 2019, o segmento alcançou cerca de US$ 250 bilhões. Observando os títulos verdes como uma ótima alternativa de investimento, no mesmo ano, o Ministério da Infraestrutura firmou um acordo com a CBI para viabilizar o primeiro green bond governamental feito no mundo. Que inovador nosso País, né?  A certificação irá permitir que os investidores de projetos de concessão de infraestrutura acessem o crédito de financiamento.

O foco inicial do governo será a certificação dos projetos de ferrovias, e mais adiante, estender para portos, aeroportos e rodovias. Além da valorização dos projetos a serem concedidos e a ampliação das possibilidades de financiamento, esta certificação terá impacto ainda nas metas de redução de emissões previstas no Acordo de Paris

A estimativa é de que neste ano seja finalizada a avaliação dos três projetos iniciais propostos: Ferrogrão, Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que juntos somam investimentos de aproximadamente, R$16 bilhões. Este é o primeiro passo para devolver o papel principal às ferrovias brasileiras e quem sabe, daqui alguns anos, teremos mais locomotivas serpenteando por aí.

Gostou do texto? Você também consegue enxergar potencial nessa tendência de financiamento? Deixe nos comentários!

 

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