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O que esperar dos trens autônomos

O que esperar dos trens autônomos

Será que trens autônomos existem? Pensar em um trem sendo conduzido sem um condutor parece coisa de ficção científica, não é? Mas para os moradores da cidade de São Paulo isso já é realidade a algum tempo, pois o Brasil foi o primeiro país da América Latina a ter um trem autônomo rodando pelas linhas do metrô. O projeto da linha-4 Amarela de São Paulo com tecnologia Driverless (sem condutor) é de autoria público-privada, administrado pela concessionária ViaQuatro. 

Mas, naturalmente, não é só aqui no Brasil que temos essa tecnologia: a Austrália possui o maior trem autônomo do mundo. A mineradora de minério de ferro Rio Tinto, na região de Pilbara, Austrália Ocidental, inaugurou recentemente uma ferrovia totalmente automatizada, não tendo necessidade de qualquer tipo de intervenção humana. Os “maiores robôs do mundo” percorrem um trajeto de 800 km de extensão em cerca de 40 horas. 

Como funcionam os trens autônomos?

De acordo com o engenheiro mecânico Fernando Castro Pinto, os trens com a tecnologia driverless possuem sensores de proximidade (que evitam a colisão entre eles), transmissores de localização e câmeras; além disso, eles sabem o tempo necessário para permanecer com as portas abertas nas plataformas de embarque. Tudo isso é monitorado por computadores e é montada uma base de dados diária do funcionamento desses trens. 

O custo-benefício desse tipo de transporte é muito mais em conta do que os trens tradicionais, principalmente quando o assunto é transporte público. Contudo, o especialista ainda informa que, apesar de ser muito mais seguro do que ter condutores reais, o sistema autônomo está sujeito a falhas. 

Últimas novidades 

A tecnologia de veículos autônomos nos abriu um leque de possibilidades a serem exploradas, e é nítido que esse tipo de avanço tecnológico vai continuar revolucionando o transporte de cargas e o transporte público nos próximos anos. Em 2015, dois pesquisadores italianos (Emmanuele Spera e Tommaso Gecchelin) estudaram um modelo totalmente diferente de transporte autônomo. Criaram o NEXT. 

O NEXT é um tipo de transporte que permite que as cabines atuem como trem, ou seja, não é necessário uma máquina para puxar todo o resto. Os vagões têm 6 assentos cada e podem carregar mais 4 pessoas, se elas ficarem em pé. O usuário chama uma dessas cabines pelo aplicativo do Next, informando seu destino e quantas pessoas estão com ele. 

Durante o trajeto, as cabines soltas se conectam umas às outras, possibilitando o fluxo de passageiros entre elas. Cada cabine tem um trajeto programado, e quando os destinos divergem, as cabines se separam. O projeto estava para ser concluído em 2020, mas não temos mais notícias até o momento. 

Outro projeto impressionante que tem como protagonista um híbrido de trem e ônibus, é o Autonomous Rapid Transit (ART) – na tradução literal "Transporte Rápido Autônomo".

O ART funciona basicamente por uma série de sensores que detectam o desenho da faixa na rua, se guiando através delas. Diferente dos trens comuns e outros trens autônomos, o ART possui pneus, para facilitar sua movimentação no asfalto onde estão desenhadas as faixas-guia. O veículo ainda está em teste, e apesar de ser autônomo, ainda conta com um motorista que, segundo os engenheiros à frente do projeto, está ali para evitar acidentes. 

Olhando para o futuro

O transporte autônomo chegou para ficar e, como dito anteriormente, as possibilidades são inúmeras. É, hoje em dia, o meio de transporte mais eficaz já criado, pois descarta uma série de problemas que enfrentamos atualmente, como poluição, distração humana e falhas técnicas não previstas.

Além disso, esse tipo de transporte é capaz de chegar a uma velocidade muita mais alta do que os veículos comuns. O Velaro Novo, trem autônomo que está sendo construído pela Siemens, uma empresa alemã de inovação e tecnologia, terá uma velocidade estimada de 360 km/h. O futuro do transporte ferroviário autônomo será eficaz, rápido e seguro e tem tudo para ser um sucesso. 

E aí, o que achou do texto? Você consegue ver alguma desvantagem nos trens autônomos inovadores? Deixe nos comentários! Ah, compartilhe com seus amigos também.

Amantes da Ferrovia
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