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Ferrovia Transoceânica: Um Negócio da China?

Ferrovia Transoceânica: Um Negócio da China?

A relação entre a China e a América Latina pode gerar uma grande parceira para futuros investimentos por meio dos trens, com o aumento das exportações de produtos (como soja e ferro) e a construção de uma ferrovia que corta os países latino-americanos: a Ferrovia Transoceânica.

A gigante asiática é a segunda maior potência da economia  mundial: seu poder de compra em 2018 superou a União Europeia e os Estados Unidos. Nos últimos 25 anos, obteve o maior crescimento econômico do mundo, com média do PIB em torno de 10% ao ano.

A badalada Ferrovia Transoceânica 


A EF-354 – conhecida também como Ferrovia Transoceânica – é um projeto firmado, inicialmente, entre os governos do Brasil e do Peru para construir uma longa ferrovia que liga o Oceano Atlântico, no litoral brasileiro, ao Oceano Pacífico, no litoral peruano. Seu propósito é atravessar o continente Sul-Americano de Leste a Oeste. 

Será estruturada em bitola irlandesa de 1.600 mm, e a extensão em território brasileiro prevê a conexão do Porto do Açu, no litoral do Rio de Janeiro, até Boqueirão de Esperança, no Acre, estimada em 4.400 Km. As principais ferrovias que irão interligar o litoral brasileiro com a costa do Peru serão a Ferrovia de Integração Centro Oeste (FICO) e a Ferrovia Norte-Sul (FNS). No entanto, apenas alguns trechos das tais ferrovias estão operando, sem previsão para sua finalização.

Interesses da China 

A Transoceânica facilitaria consideravelmente a entrada dos produtos chineses em território latino, pois aceleraria o processo de importação de mercadorias. Vale lembrar que a China é o país com maior desempenho de exportações do mundo.

A importação de produtos brasileiros como soja, minério de ferro e óleos brutos de petróleo, fez o país asiático firmar em 2014 uma parceria com o governo brasileiro (na época liderado pela ex-Presidente Dilma Rousseff), para o financiamento e o compartilhamento dos estudos da construção da Ferrovia. 

Porém, o governo chinês se propôs a financiar apenas os trechos entre a Ferrovia Norte-Sul e o litoral do Oceano Pacífico, deixando de fora o trecho da Norte-Sul até o Porto do Açu. O prazo para início da construção era previsto para 2015; no entanto, não foi executado até o presente momento.

O Peru tem um tratado de livre comércio com Pequim (capital chinesa) desde 2010. Além disso, são feitos grandes investimentos chineses em mineração no país peruano; ou seja, a ferrovia é uma boa estratégia, pois 63% das exportações de cobre, ferro e chumbo foram parar em terras orientais.


Problemas

Inicialmente, a construção da ferrovia passaria no meio da floresta amazônica. Contudo, mesmo que os trens tenham a capacidade de causar menor impacto ambiental, os riscos poderiam ser prejudiciais tanto para a natureza quanto para os grupos indígenas que vivem na região. 

O projeto despertou o interesse do governo da Bolívia, que concluiu em seus estudos de viabilidade técnica que a ferrovia seria mais barata e mais curta (extensão total de 3755 Km) ao passar pelo território boliviano, ligando o Porto de Santos ao Porto de Ilo, no Peru.

Porém, após a entrada de Jair Bolsonaro no poder, o projeto tem enfrentado um impasse nas negociações do corredor ferroviário bioceânico. A Bolívia informou que o governo brasileiro solicitou um "prazo adicional" (que não foi divulgado) para confirmação da continuidade.

A construção da transoceânica pode ser um ótimo investimento, capaz de alavancar o mercado da América Latina e fomentar a economia não somente com a China mas também com outros países, pois os trens têm um custo menor e uma capacidade de carga maior; além disso, a ferrovia futuramente poderá ser utilizada também para transporte de passageiros.

E aí? O qual a sua opinião sobre esse financiamento? Acha que pode agregar ao mercado econômico dos países da América do Sul? Comenta com a gente!

Amantes da Ferrovia
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