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A primeira ferrovia 100% a energia solar

A primeira ferrovia 100% a energia solar

Desde a inauguração da ferrovia de Stockton e Darlington, a primeira do mundo projetada por George Stephenson em 1821, na Inglaterra, o mundo passou por várias mudanças, em especial com as novas tecnologias que foram inventadas ao longo dos últimos 200 anos, como a construção da primeira ferrovia 100% a energia solar!

Os métodos iniciais como o de Stephenson serviram de ponto de partida para uma evolução, com avanços nos processos de engenharia para expandir as estradas de ferro pelo mundo!

Por um lado, as ferrovias ajudaram a acelerar a globalização, conectando países e facilitando o comércio, mas também afetaram o meio ambiente, especialmente por causa dos seus combustíveis (primeiro o carvão, depois, o diesel). Pensando em tentar diminuir esse impacto negativo, A Network Rail inaugurou esta ferrovia.

O poder do Sol

Na Grã-Bretanha, a maior parte da geração elétrica vem das fontes renováveis (​​solar, eólica, biomassa, hidrelétrica) e recentemente, o Reino Unido conseguiu expandir esse feito para as ferrovias, inaugurando uma linha de trem completamente alimentada por energia solar. É o primeiro país no mundo a implementar isso de forma integral!

Essa estrada de ferro fica a 50 Km do sudoeste de Londres, na cidade de Aldershot, e recebeu um conjunto de aproximadamente 100 painéis solares. Esses painéis ficam em uma fazenda próxima à ferrovia, para alimentar a sinalização e as luz na rota Wessex da Network Rail. A energia gerada pelos painéis seria capaz de abastecer 20% da rede Merseyrail em Liverpool, e 15% das rotas em Kent, Sussex e Wessex. 

No Reino Unido, já existem várias estações de trem que funcionam em parte por meio da energia solar, alimentadas por redes elétricas ferroviárias aéreas. Mas o projeto Aldershot é o primeiro a conectar a rede elétrica solar diretamente ao sistema de tração de uma ferrovia, não seguindo o sistema convencional. Com cerca de 37 quilowatts que é capaz de produzir, o conjunto de painéis pode alimentar facilmente a bateria de um carro elétrico Tesla, mas ainda é suficiente para levar um trem elétrico muito longe. 

Benefícios 

A empresa investiu bilhões de libras no projeto, que vem dando certo, e pretende expandi-lo para as outras linhas ferroviárias por todo o país. É um planejamento ambicioso, que tem como objetivo final que essas as linhas alimentadas por energia solar sejam capazes de abastecer os trens elétricos.

O governo do Reino Unido pretende eliminar até 2040 o uso de diesel de sua rede ferroviária, e também se prepara para modificar alguns trens para funcionar por meio de tanques de hidrogênio e células de combustível.

Além de ser uma fonte limpa, a energia solar é mais barata que a rede aérea, e também causa menos impacto no meio ambiente – afinal, como a gente bem sabe, a energia captada pela placa solar não produz resíduos poluentes e nem gases de efeito estufa. A Network Rail é o maior consumidor isolado de energia do Reino Unido, com cerca de 40% da malha ferroviária britânica eletrificada e esse sistema ajuda a empresa a diminuir seus custos.

O feito da empresa inglesa despertou o interesse na Índia, que vê a possibilidade de implantar a energia solar em seu sistema ferroviário e vem instalando painéis solares no teto de alguns de seus trens. Nas locomotivas, a alimentação tem sido utilizada para iluminação, ventilação e cartazes luminosos. 

Gostou do tema? Já pensou se as ferrovias brasileiras fossem alimentadas por energia solar? Diga nos comentários o que você acha.

Amantes da Ferrovia
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